O cenário do Blues na maioria das épocas foi marcado pela forte presença masculina dos bluesmans, mas nem sempre ocorreu dessa forma. Mesmo enfrentando preconceitos como, o machismo de uma sociedade patriarcal e a segregação racial as mulheres negras marcaram sua presença e deram sua contribuição, a qual foi de fundamental importância para que o Blues fosse difundido principalmente nos Estados Unidos e no continente europeu. Foram elas que deram os primeiro passos para que o Blues se tornasse música popular nos E.U.A. Foram de mulheres de origem afro-americana como Bessie Smith, Geertrude May Rainey, Alberta Hunter e Mamie Smith os primeiros discos a serem gravados e vendidos. Por volta de 1920 a cantora Mamie Smith entra em estúdio para gravar a primeira canção do estilo chamada “Crazy Blues” que foi sucesso absoluto para a época vendendo cerca de 75 mil cópias por semana.O ano de 1921 foi marcado pela chamada era das “Damas do Blues”. Após o grande sucesso alavancado por Mamie Smith surgiram novas cantoras que deixaram sua marca no cenário bluseiro. Os principais nomes revelados e que gravaram no estilo das grandes cidades foram Bessie Smith e Geertrude May Rainey. Bessie Smith foi consagrada como sendo a “Imperatriz do Blues” devido a interpretação de suas canções, sinceras e repletas de emoção. A figura feminina no Blues foi como um cometa, passageira mas de grande brilho, foi através dessas intérpretes que as portas das principais gravadoras foram abertas para o Blues.


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