Não sou músico profissional, apenas estudo nas horas vagas, mas de qualquer forma posso contribuir um pouco e tirar algumas dúvidas a respeito de como se toca Blues. Para os guitarristas que estão iniciando no Blues as dicas que mencionarei neste artigo serão de grande valia, creio eu. Abordarei de forma teórica as características e estruturas básicas do Blues. Serão dicas referentes ao compasso, harmonia e melodia. Para começar os estudos, é de suma importância o conhecimento e o domínio técnico de digitação das escalas Pentatônica e Penta-blues, procure ter em mãos o desenho ou tablatura dessas duas escalas, as quais são muito utilizadas no Blues. Ambas fazem parte do modo menor de escalas, e recebem este nome por possuírem em sua formação a terça menor, são escalas com sonoridades melódicas tristes, em alguns casos soam melancólicas como a de Blues (penta- blues) e as vezes efusivas quando são Pentatônicas menores, sendo que a diferença de uma para outra é apenas a inclusão da chamada Blue- Not ( nota de blues, ou quinta diminuta), na escala Petatônica que irá transforma-la na penta-Blues. É importante memorizar as fórmulas das duas escalas e compreender a sonoridade ímpar de cada uma, como também pratica-las em todos os tons possíveis.Escala Pentatônica: A escala pentatônica é de origem duvidosa, a princípio diz-se que teve origem no oriente e é formada pelas seguintes notas: Tônica, terça menor, quarta, quinta e sétima ( T 3- 4 5 7). Ela soa efusiva.
Escala de Blues (penta-blues): Essa é a que mais nos interessa. Comparando a sua fórmula com a da pentatônica, podemos notar a inclusão da quinta diminuta e uma “linguagem” sonora ainda mais agradável. A escala de Blues é de ampla aplicação podendo ser utilizada em diversos estilos musicais, mas sua verdadeira identidade está no Blues e como não poderia deixar de ser, também no Rock. A escala de Blues, ou Penta-blues é formada pelas seguintes notas: tônica, terça menor, quarta, quinta diminuta, quinta e sétima, a fómula é a seguinte: ( T 3- 4 5º 5 7 ), a quinta diminuta (5º) é a chamada Blue-Not que dá a sonoridade melancólica característica do Blues. Procure a tablatura dessas escalas e pratique-as nos cinco modos em todos os tons. A célula rítmica que rege o Blues é o fenômeno chamado tercina, que nada mais é que o tempo dividido em três partes.
Tons mais utilizados: Os tons mais utilizados para se tocar Blues, são o de Mi maior (E maior) e o de Lá maior (A maior). Mas é normal algumas canções serem compostas nos tons de Sol maior (G maior) Ré maior (D maior) e Si maior ( B maior). Existem casos em que são utilizados tons enarmônicos, ou seja, em bemol (b) ou em sustenido ( #).
Tons mais utilizados: Os tons mais utilizados para se tocar Blues, são o de Mi maior (E maior) e o de Lá maior (A maior). Mas é normal algumas canções serem compostas nos tons de Sol maior (G maior) Ré maior (D maior) e Si maior ( B maior). Existem casos em que são utilizados tons enarmônicos, ou seja, em bemol (b) ou em sustenido ( #).
Compasso: Quanto ao compasso, existem diversos, dependendo do estilo de Blues a ser executado, porém o mais tradicional é o de 12 compassos. É fundamental ter o domínio desse compasso, existem várias revistas ou sites na internet que ensinam como executa-lo, assim como sites e Blogs que dispõem de tablaturas da escala de blues nos principais tons e modos. Outra dica importante é saber como executar os intervalos de 5 diminuta no instrumento (guitarra ou violão), essa é outra característica importante do Blues tradicional. Agora para começar basta adquirir a tablatura ou o formato cromático (desenho da escala no instrumento), a estrutura do compasso e realizar exercícios de improviso. Quem sabe você poderá se tornar um gênio do Blues como B.B King por exemplo, não custa tentar.


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