No final do século XIX, devido a emancipação dos negros escravos, (principalmente os que habitavam o sul dos Estados Unidos da América), a taxa de natalidade entre eles passou a elevar-se. Esse fator possibilitou outros postos de trabalho aos negros. Houve então um grande êxodo. Grande parte da população negra que residia no campo migrou para a periferia das grandes cidades do sul como Chicago, Memphis e a região do Delta do rio Mississipi, nos estados de Arkansas, Tennessee, Alabama, Luisiana e Mississipi, para trabalhar nas primeiras metalúrgicas e refinarias do país ou em canteiros de obras.A migração do campo para a cidade atingiu seu pico entre a virada do século XX e o final da primeira Guerra Mundial (1914-1918). Depois da grande legião de negros que migraram do ambiente interiorano para o urbano foi inevitável a formação de guetos situados nas periferias, espécie de cortiço ou favela. A realidade do dia-a-dia do negro liberto não mudou muito em relação a anterior (escravo nos campos de algodão), trabalho árduo, baixa remuneração, preconceito e segregação racial. É claro que a vida urbana trouxe mudanças. Dentro dos guetos surgiram prostíbulos, bares e casas de jogos, o negro trabalhava muito, mas agora tinha um consolo, a diversão.
Nesses ambientes a música negra predominava, os bluesmans passaram a ter contato com instrumentos mais modernos e de tecnologia mais avançada como o advento da eletricidade na música, o que possibilitou o surgimento das primeiras guitarras eletrificadas, a partir dessa evolução explodiu o Blues Urbano. Antes de conseguirem ter acesso aos instrumentos modernos, os negros tocavam o banjor, um ancestral do banjo de origem africana, e o fiddle, espécie de violino trazido para os Estados Unidos pelos irlandeses. O violão apareceu logo depois, graças à influência espanhola vinda do México.
Os primeiros bluesmans urbanos profissionais eram, na sua maioria, deficientes e cegos, incapacitados para trabalhos manuais, que viram na música uma oportunidade de sobrevivência. Alguns nomes conhecidos do Blues como Blind Lemon Jefferson e Blind Willie McTell eram cegos e começaram suas carreiras dessa forma. Foi nesse contexto que surgiu a figura do músico andarilho ou itinerante, passava a vida na estrada. Dessa forma o Blues saiu dos campos e foi parar na cidade”.


1 comentários:
hahahahaha, ora ora. seja bem vindo garoto.
história e estoria, muito bacana mesmo.
agora manteremos contato e que deu quera que o blues nunca deixe de tocar.
e por favor, cuidado com o que você lê, hahahaha.
sorte e luz.
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