Gertrude “Ma” Rainey, “A mãe do blues” já vinha cantando blues duas décadas antes de que a Paramount editasse, em 1923, suas canções mais influentes. Inclusive reivindicou o nome de “blues” para o estilo depois de ouvir cantar a uma menina no Missouri em 1902, onde Rainey atuava em uma feira.Nascida dia 26 de abril de 1886 como Gertrude Pridgett, Rainey começaria ainda em idade escolar a atuar em sua Columbus natal, Georgia, antes de juntar-se a vários espetáculos itinerantes de variedades, trabalhando para os teatros sulistas em carnavais e festas populares. Se casou com William “Pa” Rainey em 1904 e se apresentaram como “Rainey and Rainey, Assassinators of the Blues”. Quando a Paramount a contratou, Rainey já era conhecida por suas espetaculares apresentações, sua devoção por jóias e por seu estilo de vida estravagante, além de já ser uma das cantoras mais famosas do sul.Rainey ajudou a marcar o caráter e o estilo do blues nos seus primórdios, e seu papel e relevância no gênero foram crescendo durante sua curta e prolífica carreira (1923-1928).
Seus discos não só são relevantes pela grandiosidade de sua portentosa voz, mas também pelos incríveis acompanhamentos de aclamados músicos de jazz, blues e jug bands. Ma Rainey tinha um estilo muito mais espontâneo e um ar mais sulista que a maioria das primeiras rainhas do blues, aliados a uma efetividade que lhe permitiu trabalhar com figuras como Tampa Red, Georgia Tom Dorsey e Blind Blake, ou com músicos de jazz. Aposentou-se em 1935 e morreu quatro anos depois, mas sua influencia é evidente na obra de sua discípula Bessie Smith e de muitos outros. Entre os clássicos de Rainey encontramos a versão original de “See See Rider”, “Bo-Weavil Blues”, “Moonshine Blues” e “Ma Rainey’s Black Bottom”.



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